ESTADO A PAGAR DIVIDENDOS
Na
cultura actual há, por vezes, uma exagerada visão economicista da sociedade.
Sendo certo que as pessoas precisam de poupar e sem poupança não há
investimento, é também certo que a vida não é só economia e gestão. No entanto
aplicando esta visão ao estado, à república e à empresa que as gere temos: O
estado é uma comunidade politicamente organizada; portanto organizada pelo
poder e em função desse poder, ou melhor, o estado somos todos nós. A república
é constituída pelo património material de todos nós, pelos bens públicos, pelos
bens comuns. A empresa que gere a república e o estado, adopta uma firma, um
nome; este nome é habitualmente o nome do respectivo país, nação ou estado.
Esta empresa que gere os recursos, bens e património público tem os seus
directores executivos escolhidos pelos accionistas. Accionista é cada pessoa,
cada cidadão detentor de uma fracção da república, do património público, dos
recursos públicos. Cada cidadão, cada accionista, com o seu voto elege a administração
que vai gerir o seu e o nosso património, os nossos recursos. Se os
administradores eleitos fossem realmente eficazes e eficientes; essa empresa
gestora dos recursos públicos, teria que dar lucro e distribuir dividendos
pelos accionistas, pelos cidadãos, mas esta empresa tem tido sempre orçamentos
deficitários; não só não dá lucro como ainda cobra taxas e impostos aos seus
accionistas, aos cidadãos que elegeram a sua administração. Está pois na altura
de mudar o sistema, de acabar para sempre com as eleições de administradores,
de devolver o poder aos accionistas que em assembleia geral passam a votar em propostas orçamentais e de
decisão sobre o seu património, sobre os seus recursos, sobre a produção, enfim
sobre a organização do estado e os bens da república. Um estado assim
organizado, onde sempre se votam
propostas e nunca em administradores nem governantes, é um estado mais
eficaz e mais eficiente, capaz de gerar riqueza e distribuir dividendos pelas
pessoas. É um estado de maior felicidade, maior bem-estar, maior longevidade. É
um estado de Democracia
Directa. Dia 10 de Julho
de 2014
partidos políticos destroem Portugal
Pelos resultados das eleições autárquicas e das europeias se conclui que 8 em cada 10 portuguêses, não gostam de partidos nem de políticos. Como aqueles que vivem directa ou indirectamente às custas do actual sistema político, são mais do que aqueles que votaram; também se conclui que já nem os políticos acreditam neste sistema. Está na hora de iniciar as mudanças conducentes a uma democracia mais directa: DEMOCRACIA DIRECTA
A LEI ELEITORAL E A REBELIÃO DAS MASSAS
Os representantes e dirigentes partidários, com assento na assembleia da república, têm cada vez mais privilégios, as pessoas têm uma vida cada vez mais difícil.
As eleições autárquicas 2013 mostram que as pessoas genuínas, cuja abstenção activa de votar em Portugal, foi de 47,4%, retiraram legitimidade aos representantes; sabemos também que os votos nulos, brancos, em pequenos partidos e em independentes dos partidos políticos, revelam que aproximadamente 60% das pessoas portuguesas não reconhecem legitimidade aos representantes que desde 1974, têm governado Portugal.
Lisboa, a capital, está particularmente vulnerável pois, a abstenção activa de 55%, retira toda a legitimidade a qualquer representante. A tirania da democracia representativa oprime de tal modo as pessoas, que os focos de rebelião, que se fazem sentir por todo o país, a todo o momento poderão avançar sobre a capital. Os militares, forças militarizadas e detentores de armamento, conhecendo a falta de legitimidade dos tiranos representantes que aprisionaram a democracia, certamente irão apoiar as pessoas no combate por uma democracia popular, por uma DEMOCRACIA DIRECTA.
As pessoas com experiência activa na política portuguesa sabem bem que, no sistema representativo tirânico e opressor actual, os cidadãos não se podem candidatar à assembleia da república, mas apenas os partidos. Para as autarquias o número de assinaturas requerido aos grupos de cidadãos independentes é tão elevado que lhes inviabiliza a candidatura. Quando os cidadãos que desejam participar na política activa como independentes, procuram um partido, já que o sistema o exige, os partidos actuam como autênticas máfias que não só recebem o dinheiro das subvenções do estado mas também extorquem o dinheiro do ordenado desses cidadãos.
A máfia partidária, monopolista do acesso ao poder político, tem de terminar. A lei eleitoral tem de permitir que qualquer pessoa, que não pretenda delegar o seu poder de decisão política, o possa exercer directamente. A democracia está refém, está prisioneira dos partidos políticos. Se os partidos não criarem uma lei que liberte a democracia, não a devolverem aos seus legítimos proprietários, as pessoas de Portugal; os focos de rebelião, dispersos por todo o país, poderão avançar num combate pela DEMOCRACIA DIRECTA onde cada pessoa possa exercer o seu poder político directamente, sem partidos.
